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    minha vida de menina

    O que Estou Lendo: Minha Vida de Menina

    Autora: Helena Morley

    Editora: Companhia das Letras

    Páginas: 335

    Meu Ranking: amoamoamo

     Mais um livro-diário! Enfim, não consigo ficar longe desse tipo de literatura. E esse me conquistou por não ser ficção (estou querendo dar um basta em livros de ficção..)

    A leitura é gostosa, fácil de entender, apesar da época em que foi escrito. Sem contar que possui muitas partes engraçadas.. Fiquei admirada de ver a qualidade dos textos e conversas que a autora registra no livro.

    A década é  de 1980, o lugar, Diamantina, Minas Gerais, a dona do diário é Helena, uma pré-adolescente por volta dos seus 13 anos.. Engana-se quem pensa que naquela época as pessoas não eram felizes por não desfrutarem da tecnologia de hoje.. Helena é uma menina feliz na simplicidade de sua vida. Queria registrar aqui muitos trechos do livro, há alguns muito engraçados mesmo. Recomendo. Mas selecionei um por ser de um humor singular:

    Tia Carlota comprou uma vaca com cria, para vender o leite e mamãe tomou freguesia com ela. Ela manda à nossa casa a filha da alugada, Maria, uma pretinha muito esperta, trazer o leite de manhã. Começamos todos a notar que o leite estava muito aguado. Hoje mamãe disse á pretinha: ‘Maria, você diga a Carlota que o leite está vindo muito aguado; que ela precisa dar mais fubá ou feijão branco à vaca, para engrossar o leite’. A pretinha respondeu: ‘Aguado? O leite de lá é tão forte que Siá Carlota precisa pô água nele, todo dia, pra destemperá.

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  • O Diário de Zlata

    O Diário de Zlata

    Editora: Companhia das Letras
    Páginas: 200 páginas
    Autora: Zlata Filipovic

     Já perdi a conta de quantos livros no estilo diário eu já li. Esse merece uma atenção a mais por se tratar de um diário real. Zlata é uma menina de 11 anos de idade que vê sua vida se transformar por causa da guerra na ex Iugoslávia, Zlata mora em Saravejo e anota em seu diário o dia-a-dia dos conflitos, suas reflexões sobre a guerra. Particularmente achei sua forma de escrever elevada pela idade (11, 12 anos), tanto é que o diário foi escolhido entre outros pela UNICEF para mostrar os relatos da guerra.

     Uma leitura que faz pensar o que você faz com a sua liberdade e dar a ela o devido valor. Sabe aquela história de só dar valor quando se perde? Você sente isso nesse livro, um tanto quanto poético, ao meu ver..
    Li quase inteiro em uma mãnhã. :)

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